CURIOSIDADES MUNDIAIS DE CRIANÇAS COMO VOCÊ

Olá, tudo bem?
No post de hoje vou compartilhar com vocês, curiosidades que encontrei no livro Crianças como Você dos autores Anabel e Barnabas Kindersley. A resenha deste livro já está disponível no blog, caso queira saber do que o livro se trata antes de ler esse post, é só clicar AQUI. Acho interessante que vocês façam isso. Depois de lida a resenha, vamos então às curiosidades.

1. "Agutak" (ou Akutaq)

Ao chegarem no Alasca (EUA), os escritores encontraram o Gabriel, que vivia como esquimó. Gabriel contou que ele e a família comem o que caçam, às vezes carne de alce ou pato, e de sobremesa AGUTAK, o sorvete esquimó. Fiquei curiosa para saber como é feita essa sobremesa e descobri que é um dos pratos mais nojentos do mundo (Eca!). Quando você estiver no Alasca e quiser experimentar algo diferente, peça uma porção de akutaq, que nada mais é do que um sorvete completamente diferente de todos os outros que você já viu na vida. A iguaria é feita com gordura de rena, óleo de foca, neve fresca e restos de peixe. Apesar de me lembrar um sorvetinho gostoso de morango com passas, não sei se teria coragem de experimentar. E vocês?



2. Natal Russo

Em Moscou (capital da Rússia), os autores descobriram Olia e sua família. E mais uma curiosidade: na Rússia, o Natal não é reconhecido oficialmente. Mas de 25 de dezembro a 6 de janeiro, os russos celebram o Festival de Inverno, tão importante quanto o nosso Natal. As pessoas decoram as chamadas "Árvores de Ano Novo". Um personagem parecido com o Papai Noel, o Papai Geada, veste-se com roupa vermelha, usa barbas brancas e botas pretas. Sua ajudante chega badalando um sininho no dia do ano novo. Há russos que comemoram o Natal no dia 7 de janeiro, mas trocam presentes em 1º de janeiro. O fato é que na Rússia se segue o calendário juliano (estilo antigo), que anda atrasado 13 dias em relação ao calendário gregoriano. Estranho, né?

Parque na cidade de Rostov-on-Don

3. "Banku"

Em Gana (país da África Ocidental), conhecemos Aseye que conta aos pesquisadores que seu prato preferido é Banku. O que é isso? Banku é um cozido de farinha de milho e mandioca fermentada em água quente com sal até que ganhe uma consistência pastosa esbranquiçada. É sempre servido com sopas, guisados ou molho de pimenta com peixes. É um dos alimentos básicos para o pessoal de Gana, como o nosso tradicional "arroz com feijão" que não pode faltar nas refeições, sabe? Só que não parece ser tão saboroso.



4. "Souvlaki"

Na Ilha de Creta (Grécia), conheceram o Yann. O prato preferido de Yann é Souvlaki. O souvlaki é um tipo de fast-food comum entre os gregos, que consiste em pequenas espetos grelhados de pedaços de carne e vegetais. Pode ser servido apenas em palitos, para ser comido com as mãos, em um sanduíche com pita (pão sírio), guarnição e molhos, ou no prato, com batatas fritas e arroz pilaf (arroz com especiais comum do Oriente Médio). Resumindo, é o que nós conhecemos aqui como churrasco grego. Eu acho uma delícia! É de dar água na boca, né? 



5. Essa é pra casar!

Na Tanzânia (país da África Oriental), temos Esta. De acordo com a sua cultura, uma jovem com adornos especiais na cabeça mostra que ela já tem idade para casar. Há um adorno específico para cada mudança de fase. Uma menina pequena, por exemplo, usa um ghabi. Ao alcançar a puberdade, ela terá um pepetu, feito pela mãe. Quando se casa, o pepetu é substituído por um jocolo. Acrescenta-se um cocar ou um bandolete de miçangas e diversos adornos no pescoço, nos braços e nas pernas. Por fim, depois de alguns meses de casada, a mulher tem direito a usar um mapoto. Que loucura, não me imagino com esse monte adornos, e você?


6. Mongolian Ankle Bones Game

Quando estavam na Mongólia (Ásia Oriental e Central), os viajantes encontraram uma família nômade que mora em tendas. Um dos filhos dessa família, conversou com a equipe e contou que se diverte com os irmãos jogando um jogo de ossos com peças shagai de ossos de carneiro. Quando procurei conhecer esse jogo, encontrei vários vídeos de "como jogar" bem interessantes como este (clique aqui) e acho que entendi. Esse jogo é original da Ásia Central, onde há ainda torneios públicos realizados durante o tradicional festival Naadam. As peças usadas são ossos do tornozelo de caprinos ou ovinos (que podem ser pintadas ou não). Funciona da seguinte maneira: as peças são jogadas sobre a mesa, e quando aterrizadas podem parar em 4 posições (camelo, cavalo, ovelha e cabra). Cada pessoa fica responsável por recolher todas as peças de determinado que escolher e formar seu rebanho, porém sem mover peças vizinhas. No final das jogadas, quem tiver mais peças, é o ganhador. Interessante, né?

7. Koinobori

No Japão, dia 5 de maio é Dia das Crianças (Kodomo-no-Hi) ou melhor, é dia só dos meninos. Em todo o país, famílias com filhos homens hasteiam, neste dia, sobre um mastro de bambu, o Koinobori, que é uma carpa colorida de tecido ou papel. Quando o Koinobori é visto tremular junto ao céu azul tem-se a impressão de estar vendo uma carpa nadando contra a correnteza. O Koinobori representa o Dia dos Meninos, e a carpa é um símbolo de força, persistência, bravura e sucesso. Esse peixe consegue nadar e subir correntezas e cataratas sem a ajuda de ninguém, e numa fábula chinesa, a valente carpa se transforma num dragão no final da escalada. A prática de hastear o Koinobori surgiu no século XVII entre os plebeus urbanos, que resolveram apresentar uma alternativa ao costume dos samurais de exibirem suas armas e armaduras no Dia dos Meninos. Não é comum, mas alguns pais hasteiam essas pipas para suas filhas também. Triste para nós meninas, né? :/




8. Batique (ou "Batik")

É uma técnica de tingimento em tecido artesanal, na qual se usa o pincel ou "tjanting",uma ferramenta de metal própria para dispensar pingos de cera derretida. Esta técnica é originária da ilha de Java na Indonésia e consiste em desenhar com cera quente sobre o tecido e em seguida tingi-lo com cores variadas, que lhe confere uma impressionante beleza. A técnica do Batik tem como característica singular o efeito da cera, que se parte em alguns lugares deixando um craquelê no desenho, o que acrescenta um toque especial no trabalho dos artistas. O processo exige uma grande concentração e delicadeza, cada trabalho é original e feito à mão, por isso tão belos. Com o Batik, pode-se fazer quadros, cangas, lenços, enfim, tudo que tenha como suporte o tecido, e além dele, papel, couro e casca de ovo. A mãe de Thi Liên, garota entrevistada no livro, levou 1 ano para fazer uma saia para a filha usando o batik. Meu Deus, quanta paciência pra fazer cada detalhe assim à mão. Fiquei encantada! O que acha? 




9. Monges carequinhas

Conhecemos Suchart, um garoto que mora num templo e estuda para ser monge. Ele contou que raspa a cabeça e as sobrancelhas uma vez por mês. S-O-C-O-R-R-O!  Tive que ir atrás de saber por quê. Descobri que nem todos os monges budistas raspam a cabeça, depende do grupo. E para eles, raspar o cabelo é fazer o que Buda fez. Cabelo na Índia é sinal de Casta, avalia o nível social que você é conforme o tamanho do cabelo, o corte e o penteado. Então, raspar a cabeça é manter-se fora da casta e, é não ter apego. Hoje em dia, é algo atemporal, olhar uma pessoa de cabeça raspada e uma roupa que se usa há muitos séculos, que não é exatamente do futuro, nem do passado e nem do presente, mas está presente quando o assunto é causar impressão. Entendem agora?




10. Os avós na tradição Maori

Os maoris são donos de imensa sabedoria, eles se mantêm conectados ao conhecimento de seus ancestrais por meio de histórias passadas de uma geração para outra. E, para eles, os avós têm papel crucial na educação das crianças. Veja como faz sentido: os pais trabalham para sustentar a casa e, em consequência, ficam menos horas com as crianças; diferentemente dos avós, que, além de muita bagagem, têm tempo de sobra. E o que pode ser mais precioso do que tempo nos dias de hoje? É por isso que, na tradição maori, os mais velhos passam o dia com os netos e são responsáveis por mostrar a eles o que é certo e errado e fortalecer seu caráter. Desde quando o bebê está na barriga da mãe, os avós dedicam a ele atenção total. Cantam canções de ninar, inclusive na hora do nascimento, porque acreditam que, assim, o espírito do bebê já segue um caminho positivo. Às crianças um pouco mais velhas, ensinam provérbios antigos que exaltam valores culturais. É o que acontece com Ngawaiata, uma menina neozelandesa que mora com a avó por causa da tradição. O que achariam de morar com seus avós? Pra mim, seria gostoso, minha vó tem uma mão boa pra cozinhar hmm!




Por hoje é só, espero que tenham gostado das curiosidades. Se souber algum costume exótico do mundo afora, manda aí nos comentários. Adoro conhecer tradições diferentes! 
Grande beijo e até a próxima!

Comentários

  1. Oie! Não conhecia a obra nem os autores, mas suas curiosidades foram o que mais me deixaram curiosa para realizar leitura. Eu achei interessante o fato de que Gabriel e sua família se alimentam com um sorvete criado com os ingredientes disponíveis onde vivem, diferente do nosso, que em nada contribui para a saúde. Não sei se eu teria coragem de provar, mas admiro a atitude.
    Adorei o Natal Russo e a fotografia usada na publicação. É bem estranho mesmo o calendário dele ser atrasado. Se não existisse o tal do Papai Noel ou o Geada e sua ajudante, eu adoraria passar alguns dias lá e aprender sobre a festividade. *-*

    Beijos,
    Fernanda F. Goulart,
    Império Imaginário.

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    1. Mas por quê Fernanda? Tem medo do Papai Noel? kkkk

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  2. Olá Heloísa,

    achei super rico em informações e detalhes seu post, muito bizarro o agutak, não como de jeito nenhum, achei muito interessante sobre as capas, os monges e raspar a cabeça. Gostei muito do seu blog, me inscrevi e se possível retribua inscrevendo-se no meu blog: www.sagaliteraria.com.br

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    1. Claro, Saga Literária! Já me inscrevi no seu blog. Muito obrigada, beijos!

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  3. O sorvetinho é nojento, Heloísa rs
    Mas o Natal da Rússia achei interessantíssimo, pois acho mto legal conhecer tradições que se assemelham, mas tem o toque de cada lugar...
    Assim como as tradições apresentadas da Tanzânia, quem sou eu para julgar, mas é desanimador ver que as tradições que envolvem a mulher são sempre relacionadas a encontrar um marido...
    Inclusive, no Japão não tem dia da menina??
    O fast food grego me deixou com água na boca...
    E a tradição Maori, que tudo com essa importância tão fundamental dada aos avós... Os meus já não estão mais aqui, mas lembro deles com mto carinho e mto amor... Tb passei a maior parte da minha infância com minha avó materna e isso me tornou um adulto mto feliz...

    Adorei as curiosidades apresentadas
    Bjo
    Coordenadas Literárias

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    1. Com certeza, Pamella. A presença dos avós realmente dá às crianças uma melhor criação.
      E como você disse, é muito triste ver que a mulher ainda não ocupa o espaço na sociedade que deveria ter, mas tudo depende da cultura do país em que ela vive. Bjs!

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  4. Olá,
    Nossa, que post mais que interessante e um pouquinho nojento, é claro kk!
    Cara, que sorvete mais podre, longe de mim. O Banku me lembra muito a polenta daqui do Brasil. Não sabia o porque de os monges rasparem a cabeça, mas admirei muito a atitude.
    Abraços,

    www.isaaczedecc.blogspot.com

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    1. Realmente o banku é um tipo de polenta meio sem gosto né kkk
      Que bom que gostou, Isaac!

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  5. Gostei do natal russo. Banku deve ser uma delícia, pois contem ingredientes que adoro. Fiquei com vontade de comer Souvlaki. Essa postagem ficou sensacional, adoro livros que trazem tantas informações valiosas.

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  6. Olá! Gostei do Natal Russo!
    Além disso, achei interessante a tradição de os avós educarem os netos. Se isso acontecesse na minha família, como diz minha mãe, "O vô e a vó deixam vocês piores do que já são" kkkkk porque eles deixam os netos mais mimados rsrs

    Beijos
    http://albumdeleitura.blogspot.com.br

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  7. Olá


    Me senti completamente sem cultura por não conhecer absolutamente nada dessas curiosidades que você trouxe. achei bem interessante o natal russo, isso só mostra como cada lugar tem sua cultura.

    Bjos
    http://rillismo.blogspot.com.br/

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  8. Oi Heloisa,
    Ecaaaa para a sobremesa horrorosa ao meu paladar. Hahaha Interessante saber sobre o natal russo. Acho que eu iria gostar do Souvlaki. Conheço a técnica do batik e na minha adolescência fiz umas aulas, é uma arte linda linda. Que fofa a tradição Maori.

    Bjo
    Tânia Bueno
    www.facesdaleitura.com.br

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  9. Helo!

    Exótico e bem curioso mesmo! Legal ver como as culturas e costumes são bemmmm diferentes no mundo todo! Achei a postagem ótima e muito interessante para mim!

    Beijos

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  10. Olá

    Conheci a obra através do seu blog, adorei as curiosidades é bom porque você acaba conhecendo um pouco mais sobre outra culturas, não sabia o porquê dos Monges rasparem a cabeça, mas o motivo ao meu ver faz todo sentido.

    Bjss

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