ESPECIAL | CRONISTA DO MÊS #1

Sobre a minha “burrice”



    "Esse texto não vem com o intuito de homenagear grandes ícones revolucionários da nossa sociedade. Nem lamentar por amores passados. E muito menos relatar noites intermináveis. Escrevo-o apenas para admitir a minha burrice - é isso mesmo - a minha enorme burrice masculina que, após tanto tempo adormecida, resolveu dar o ar da graça.
     Só me pergunto se tinha que ser logo com ela. Alguém tão diferente de todo meu mundo e, de certa forma, praticamente o oposto de mim. Não me venha com essa de que, os opostos se atraem e blá blá blá... Esse papo não cola, na boa!
    Admito que, qualquer um se encantaria por sua beleza, mas não. Para ela não bastava ser apenas um rostinho bonito. Tinha que trazer algo mais. Tinha que carregar um olhar que pode penetrar a armadura feita do aço mais forte já descoberto. Tinha ela que ter um sorriso que desarma qualquer um. Não importando se foi ele treinado pelo BOPE ou pelo exército de Israel. Um jeito de ser, que faz com que eu mesmo, o cara que se julgava vacinado contra esse tipo de clichê "romanticozinho" de garota certa, me ver bloqueado para qualquer outra mulher. É ela, apenas ela, que me faz sorrir em meio a todo caos que me rodeia.
    Tenho que dizer que, não morro de amores por ela, mas mesmo com toda adversidade e, até mesmo essa distância, ainda vivo desses amores. Pois é meu caro, dessa vez essa burrice vai me custar muito caro. A conta será bem mais do que, apenas noites de sono perdidas. Estou vendo que terei de refazer meu mundo, pois o que eu tinha feito para minha própria defesa se viu em ruínas ao primeiro sorriso dela."
                                                                                                                                          - Anônimo 33

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