DECIFRANDO VERSÍCULOS - GÊNESIS [parte 2]


"Os fatos históricos demonstram que os relatos e os ensinos bíblicos são de origem divina. A Bíblia contém uma revelação divina. Não se trata de uma fé cega, calcada no subjetivismo. Trata-se de uma fé objetiva que pode ser analisada e explicada."

GÊNESIS
   Um manual de história natural com a finalidade de expor as origens do mundo e da humanidade.

II - OS PATRIARCAS (12-36)

    Na segunda parte do livro do Gênesis, há toda a história de Abrão até sua aliança com Deus.

"E conduzindo-o fora, disse-lhe: 'Levanta os olhos para o céu e conta as estrelas, se és capaz...Pois bem - ajuntou ele - assim será a tua descendência." (15, 5)

    Sara, sendo estéril, não pudia dar filhos a Abrão, então ofereceu-lhe sua escrava Agar, a qual deu à luz Ismael, que significa Deus ouve, porque Deus ouviu a aflição de Agar fugindo da casa de sua senhora para o deserto.
   Deus então faz um novo pacto com Abrão e seu povo: a circuncisão. Mas o que significa a circuncisão na Bíblia?

R.: "A circuncisão significa para os judeus um sinal da aliança estabelecida entre o Senhor e o povo escolhido. O termo, porém, ganha um significado mais profundo nas Cartas de Paulo, onde é introduzido o conceito de 'circuncisão do coração', que significa uma conversão genuína, baseada na fé e na obediência a Jesus Cristo. Deus não requer mais de nós um sinal na carne, mas sim um sinal feito no nosso coração."

     Então, certo dia, apareceu três homens (três anjos) perto da tenda de Abraão. Abraão e Sara prepararam-lhes água para lavar os pés, cozeram pães e mataram um novilho de seu rebanho para dar-lhes de comer. Antes de partirem, os anjos (que são uma manifestação de Deus) disseram que voltariam dentro de um ano e que Sara teria um filho. Sara duvidando da promessa riu-se, porque assim como Abraão já era velha e estéril.

     Nos próximos capítulos se dá a destruição de Sodoma pois o pecado naquela região era muito grande. Os únicos justos que lá habitavam foram salvos: Ló e sua descendência. Dois anjos orientaram-lhes para que se salvassem fugindo para a montanha, sem olhar para trás e sem parar.

   

"O Senhor fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vindo do Senhor, do céu. E destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo. A mulher de Ló, tendo olhado para trás, transformou-se numa estátua de sal." (19, 24-26)
    Com a morte de sua esposa, as filhas de Ló resolveram embriagar o pai e deitar-se com ele para que assegurassem uma posteridade. De suas filhas saíram dois povos: os Amonitas e os Moabitas. A pergunta-polêmica aqui é: Era permitido relações sexuais entre pai e filha no tempo de Abraão, como visto na história de Ló? 

R.: "Não. A história de Ló e sua família é trágica. As filhas de Ló cresceram num país onde a bebedeira e todas as formas de imoralidade eram habituais, consequentemente a noção do certo e errado e a consciência delas estavam obscurecidas. Por suas ações, elas revelaram a má influência recebida em Sodoma. As filhas de Ló não interiorizaram os princípios de justiça no coração. Devemos mais ter pena delas do que acusá-las, pois o próprio Ló participou do PECADO delas. Ele foi responsável pelas circunstâncias que culminaram neste ato, bem como foi responsável por haver bebido o vinho que elas colocaram perante ele. O preço que Ló pagou por uns poucos anos em Sodoma foi a perda de toda a sua família. Uma mancha permaneceu na memória de seus descendentes para sempre. No entanto, o pecado de Ló foi perdoado, mas os anos dedicados ao prazer e ao lucro trouxeram amargas consequências." 


    Cumprindo então com a promessa, Deus abençoou Sara e ela deu à luz Isaac. Porém a convivência com a escrava Agar e Ismael (filho de Abraão e de Agar) não era amigável. A pedido de Sara, Abraão mandou-os embora. Quando Agar se viu perdida no deserto com seu filho, sem saber para onde ir, ou o que dar de comer a ele, sentiu-se abandonada esperando a morte.

"Deus ouviu a voz do menino, e o anjo de Deus chamou Agar, do céu, dizendo-lhe: 'Que tens, Agar? Nada temas, porque Deus ouviu a voz do menino do lugar onde está. Levanta-te, toma o menino e segura-o pela mão, porque farei dele uma grande nação.' Deus abriu-lhe os olhos, e ela viu um poço, onde foi encher o odre, e deu de beber ao menino." (21, 17-19)

    Deus resolveu por Abraão à prova. O povo de Canaã costumava sacrificar tudo que tinham a Deus: os frutos de suas colheitas, um novilho de seus rebanhos e até mesmo seus filhos primogênitos. Assim também seria com Abraão e seu filho Isaac. Mas Abraão não conseguia entender: Deus prometeu dar a ele uma numerosa nação tão grande como as estrelas do céu e os grãos de areia do mar, no entanto, como isso seria possível se ele teria que sacrificar seu único filho Isaac? Abraão sempre temente e fiel a Deus faz tudo como o Senhor lhe pede: pega o menino, sobe a montanha carregando machado, cordas e lenha. Com o filho já amarrado e a arma desembainhada, eis que surge um grito do céu:

"Abraão! Abraão! Não estendas a tua mão contra o menino, e não lhe faças nada. Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu próprio filho, teu filho único." (22, 11-12)


Qual a mensagem que devemos tirar desse capítulo?

R.: "Não devemos recusar nada a Deus, ainda que pareça absolutamente absurdo o que ele nos pede, como foi, para Abraão, sacrificar seu filho único. É preciso ser fiel até o fim na nossa consciência religiosa e as vontades de Deus se manifestarão nas pessoas e nos acontecimentos que convivemos. Na nossa vida, nada acontece a toa. Deus escreve certo por linhas tortas."

    Mais a frente, Abraão já está velho e pretende arrumar uma mulher para seu filho (Isaac). Por isso, manda um de seus servos para a Mesopotâmia, para a cidade de Nacor para que o seu servo possa escolher uma mulher que venha morar com Isaac e seu pai. Chegando na cidade, o servo fez descansar os camelos e com aflição pediu:

"Senhor - disse ele -, Deus de Abraão, meu senhor, fazei-me encontrar hoje o que desejo, e manifestar vossa bondade para com meu senhor Abraão. Eis-me aqui, de pé, junto desta fonte onde as filhas dos habitantes da cidade virão buscar água. Portanto, a donzela a quem eu disser: 'Inclina o teu cântaro, por favor, para que eu beba' -, e me responder: 'Bebe, e darei de beber também aos teus camelos' -, essa seja a que destina ao vosso servo Isaac. Assim saberei que manifestais vossa bondade para com meu senhor." (24, 12-14)


    No instante em que disse isso, apareceu uma moça extremamente linda chamada Rebeca, filha de Batuel, que veio encher seu cântaro. O servo correu ao seu encontro e pediu água para beber. A jovem prontamente deu lhe de beber e também aos seus camelos. O servo refletia em silêncio na grandiosidade das ações de Deus. Depois de explicar tudo a moça, pediu pousada em sua casa, onde ele pode conversar também com o pai Batuel e servir-se de um banquete. Na manhã seguinte, a jovem recebeu a benção de seus irmãos e do pai e partiu para a terra de Abraão com o servo.

    Da união de Isaac com Rebeca nasceram gêmeos: Esaú, que tornou-se um hábil caçador adorado por seu pai; e Jacó, homem pacífico mais afeiçoado à mãe.

    Passam-se anos, e sentindo-se próximo da morte, Isaac adoece. Por isso, decide abençoar seu filho mais velho enquanto é tempo. Chamando Esaú, pediu para que o filho saísse para caçar e preparasse um prato com a caça, afim de que ele o abençoasse diante de Deus. Ouvindo isso, Rebeca chamou o filho caçula (Jacó) para que ele fizesse o mesmo e assim tomasse a benção no lugar de seu irmão. Então, Jacó matou dois cabritos do seu rebanho e preparou o prato, servindo também vinho. Com a pele do animal se vestiu para parecer peludo como o irmão. Isaac sem poder enxergar, não desconfiou de nada, abençoou o filho mais novo dizendo:
"Deus te dê o orvalho do céu e a gordura da terra, uma abundância de trigo e de vinho! Sirvam-te os povos e prostrem-se as nações diante de ti! Sê o senhor dos teus irmãos, e curvem-se diante de ti os filhos de tua mãe! Maldito seja quem te amaldiçoar e bendito quem te abençoar!" (27, 28-29)

    Quando Esaú retornou e soube de tudo tentou ainda implorar ao pai por uma benção também, que não foi dada. Rebeca temeu em perder os dois filhos, pois Esaú sentindo muito ódio do irmão, jurou matá-lo. Então, mandou Jacó passar um tempo na casa de seu tio Labão até que as coisas estivessem em paz novamente. Diante disso, pergunto: Por que a atitude de Jacó não é criticada?

R.: "A Bíblia não aprova nem condena o que Rebeca e Jacó fizeram. Mas há dois pontos em versículos anteriores que devemos levar em conta:
1º - Tempos antes, Jacó havia comprado legalmente o direito de primogenitura de seu ingrato irmão, que o tinha vendido por um prato de comida para saciar a fome. Esaú desprezou seu direito de primogenitura. "Esaú disse: 'Morro de fome, que me importa o meu direito de primogenitura?' (25, 32). Portanto, Jacó procurou a benção que legitimamente já lhe pertencia.
2º - Quando Isaac percebe que tinha dado a benção à Jacó, não tentou mudar o que tinha feito. Isso porque ele se lembrou do que Deus disse ainda quando os gêmeos brigavam dentro do útero de sua mãe. "Tens duas nações no teu ventre; dois povos se dividirão ao sair de tuas entranhas. Um povo vencerá o outro, e o mais velho servirá ao mais novo." (25, 23).

    Jacó partiu da Bersabeia para Harã. Na mesma noite, teve um sonho: via uma escada, que tocava o céu e a terra. Os anjos subiam e desciam pela escada e no alto estava Deus dizendo "Estou contigo, para te guardar aonde quer que fores, e te reconduzirei a esta terra, e não te abandonarei sem ter cumprido o que te prometi." (28, 15). 




    Depois de um mês morando na casa de Labão e servindo-o sem receber nada em troca, finalmente Labão perguntou-lhe qual seria seu preço. Jacó que era apaixonado pela filha mais nova de Labão chamada Raquel, propôs a ele que serviria-o por sete anos para casar-se com ela. Sete anos se passaram, mas no dia do casamento, a noiva não era Raquel, e sim, a irmã mais velha dela: Lia. Sem entender nada, Jacó procura Labão e o interroga. Mas Labão diz que naquela terra não era costume casar a mais nova antes da mais velha. Ou seja, empurrou a filha encalhada ali!

    Como o amor de Jacó por Raquel era maior, aceitou servir mais sete anos para assim poder se casar com ela. Que lindo ! Assim, Jacó era um homem de duas esposas. Apesar de Lia ser desprezada pelo marido, Deus a tornou fecunda e ela deu à luz 4 filhos pensando que, dessa maneira, Jacó se apegaria mais a ela. Raquel com inveja da irmã, entregou ao marido sua escrava Bala e esta lhe deu 2 filhos. Aí Lia, descontente com isso, deu também ao marido sua escrava Zelfa e esta gerou mais 2 filhos. Depois disso, Lia se deitou com Jacó e gerou mais 3 filhos. Por fim, Raquel se tornou fértil e deu a luz ao que parecia ser o último filho, José. Essa brincadeira rendeu a Jacó 12 filhos. Enquanto que seu irmão Esaú teve 3 esposas e 5 filhos. Quem está menos ferrado?

    Neste momento, a relação de Jacó e o sogro Labão já não era boa, porque Jacó era abençoado pelo Senhor e tudo que ele fazia se tornava grande. Labão tinha inveja dele, pois a parte do rebanho que cabia a Jacó era composta por animais fortes e sadios e o tornava bem mais rico. Labão tentava tirar-lhe tudo o que tinha ou aproveitar-se dele sempre que podia. Diante disso, Jacó resolveu fugir de volta pra casa de seu pai em Canaã.

JACÓ REENCONTRA ESAÚ

     No caminho, Jacó teve que enfrentar a perseguição de Labão, uma luta com um anjo, o reencontro nada fácil com Esaú e mais 400 homens raivosos, o rapto de sua filha Dina pelo príncipe Siquém e a dor da morte de sua esposa Raquel, que morreu adivinhem só, parindo mais um filho, a quem chamou Benjamim. Com todos esses percalços, Jacó ainda conseguiu chegar a casa de seu pai a tempo do velhinho bater as botas. Jacó e Esaú sepultaram-no.



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