FILME | ÉRAMOS SEIS

Título: Éramos Seis

Formato: Telenovela Completa em DVD

Criação: Sílvio de Abreu e Rubens Edwald Filho.

Direção: Henrique Martins e Del Rangel.

Gênero: Romance

Sinopse: O cotidiano da vida de Dona Lola, ao lado do marido Júlio e dos quatro filhos (Carlos, Alfredo, Isabel e Julinho) desde quando estes eram pequenos até a idade adulta, quando Dona Lola termina seus dias sozinha numa casa para idosos.
A história transcorre todos os fatos marcantes de sua vida: a dura luta para criar os filhos; a morte do marido; a morte de Carlos, o filho mais velho, vítima na Revolução de 1932; os problemas com Alfredo, metido com movimentos políticos e badernas; a união precoce de Isabel com um homem bem mais velho e casado; o casamento de Julinho com uma moça da sociedade que culmina com a ida de Dona Lola para um asilo.
Entre tanto sofrimento, alguns momentos leves, como a amizade de Lola com a vizinha Genu, casada com Virgulino, e os passeios à casa de sua mãe, Dona Maria, no interior, onde moram suas duas irmãs, Clotilde e Olga, e sua tia doente, Candoca. A espevitada Olga, se casa com o farmacêutico Zeca e juntos dão início a uma grande prole. Clotilde se apaixona por Almeida, um amigo de Júlio, mas não consegue romper com os padrões morais da sociedade quando tem de decidir morar com ele que é desquitado/divorciado.

Transmissão Original: 09 de maio de 1994 - 05 de dezembro de 1994

Tema de Abertura: Valsinha - Chico Buarque e Vinícius de Moraes

Exibição: SBT

Avaliação: 

Playlist:


Elenco: Ana Paula Arósio (Amanda); Angelina Muniz (Karime); Bete Coelho (Adelaide); Caio Blat (Carlos); Carla Diaz (Eliana); Chris Couto (Zulmira); Claudio Curi (Dr. Claudio); Denise Fraga (Olga); Eliete Cigarini (Carmencita); Elizângela (Marion); Flávia Monteiro (Lili); Irene Ravache (Dona Lola); Jandira Martini (Dona Genu); Jandir Ferrari (Carlos); João Vitti (Lúcio); Jussara Freire (Clotilde); Leonardo Brício (Julinho); Luciana Braga (Maria Isabel); Marco Ricca (Felício); Marcos Caruso (Virgulino); Mayara Magri (Justina); Nathália Timberg (Tia Emília); Osmar Prado (Zeca); Otaviano Costa (Tavinho (crescido)); Othon Bastos (Júlio); Paulo Figueiredo (Almeida); Peté Marchetti (Leontina); Tarcísio Filho (Alfredo); Umberto Magnani (Alonso); Wagner Santisteban (Alfredo); Yara Lins (Dona Maria). 


ÉRAMOS SEIS é uma telenovela brasileira produzida pelo SBT em 1994, regravada pela rede Tupi em 1977 e reprisada pelo SBT em 2001. É uma adaptação do romance de mesmo nome escrito pela Maria José Dupré. A novela possui 190 capítulos (que eu juntei nessa playlist acima). Você vai notar que o canal que disponibilizou os capítulos, às vezes pula de um número para outro (por exemplo do 137 para o 139), e o erro está apenas no número, você não perderá nenhuma cena, fique tranquilo! Em termos de Ibope, ela foi superando a meta de 10 pontos da emissora, chegando a dar mais de 20 pontos de audiência, em horário nobre, batendo de frente com a Rede Globo, e vencendo a 35ª edição da premiação do Troféu Imprensa de melhor novela, sendo até hoje a única telenovela do SBT a vencer o Troféu Imprensa. 

Eu tive a experiência de ler o livro antes de assistir à novela, por isso posso compará-los. A novela é bastante fiel ao livro e acho que até souberam escolher bem os atores, eles combinaram com a imagem que fiz das personagens quando li. Quem conta essa história é a Dona Lola, mãe de 4 filhos, senhora da Família Lemos. Já no primeiro capítulo, ela aparece para nos apresentar às personagens da novela. 

A história é bem dramática, não é a toa que me emocionei demais assistindo. Isso não é mau, eu me apeguei de certa maneira à história que foi difícil esquecê-la quando o último capítulo terminou. Alguns acontecimentos foram adicionados apenas à novela, o que na minha opinião, serviu para prender mais a atenção do público. As partes a mais, portanto que não estão no livro são o romance de Clotilde e Almeida, o segundo casamento do turco, o filho do Zeca (Tavinho) querer fugir com o circo para ser palhaço, a Adelaide conhecer a irmã doente e querer conviver com ela e tratá-la. 

As 3 irmãs: Clotilde, Olga e Lola

A novela apresenta algumas diferenças em relação ao livro de onde foi adaptada. Pelo critério da produção e direção foram inclusos alguns personagem inexistentes como o marido e o filho de Dona Genú (que no livro inexistem, pois a vizinha de dona Lola é viúva e tem 2 filhas e 1 genro). Carmencita, Seu Alonso e D. Pepa não existem no livro. Sr. Almeida não existe no livro. As filhas de Tia Emilia eram bem mais velhas e uma delas morre no início do livro. A ordem em que as coisas acontecem também teve alteração na adaptação para a TV.

As cenas que mais me comoveram foram a da fuga de Alfredo, da morte do Carlos, da Durvalina (doméstica da família) ter perdido o emprego. O mais triste pra mim, foi ver aquele lar no qual a Dona Lola e o Seu Júlio criaram com muito suor e amor para educar os filhos ir se quebrando durante a novela. Os filhos vão embora, abandonam os pais em asilos, vendem a casa que com muito sacrifício conseguiram sair do aluguel e tê-la como própria. E é o retrato do que geralmente acontece na vida real, não é? Existe até um ditado: "Os pais criam os filhos para o mundo!" 

Para quem é jovem e ainda não tem filhos, vê essa saída de debaixo do teto dos pais como sinal de liberdade, de que pode se sustentar sozinho. Mas quando olhamos pelo lado dos pais, os que ficam, vemos o quanto é triste essa situação. Eles sentem sim, a falta dos filhos e MUITO! E é isso o que a novela quis mostrar, para mim foi um aprendizado e tanto, um olhar novo sobre a convivência com meus pais. Me empolguei mais ainda por assistir quando soube que minha mãe também assistiu essa novela quando ela foi reprisada pelo SBT em 2001. 

Cena emocionante do último capítulo


"Esta é uma novela que não terminou! Riso e pranto prosseguem, acordando em nós o velho hábito de sonhar. A Avenida Angélica de ontem, transforma-se num rio que leva para o mar da noite a graça de um tempo que pede para ser eterno. Outras Lolas e outros Júlios virão, oferecendo à paisagem angustiada a rosa de seu amor. Entre personagens povoados de poesia, o personagem maior é São Paulo - o glório São Paulo de 32, no sentir de Guimarães Rosa. Éramos seis e hoje somos tantos a pedir que aconteça em nossas vidas, o suave milagre dos dias de outrora!"                                                                                                                                                                                         (Paulo Bomfim)



Recomendo fortemente! Grande beijo e até a próxima!

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